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Quadrangular Leme






 

PÁSCOA

Postada em 14/03/2009
Autor:Rev. Nilson Ferrara
 
       O QUE SERÁ ESTA PÁSCOA?
      
      Nada contra os coelhinhos, nem contra o chocolate, tampouco denegrimos
      a imagem do comércio que se vale da oportunidade.
      
      Páscoa? O que seria de fato a páscoa? Seria porventura um dia tão confuso com uma miscelânea de história do povo judeu, com um coelhinho que bota ovo e ovo de chocolate, misturado com algumas pitadas de ressurreição de Cristo? Como ficam as nossas crianças com tamanha falta de ensino, e tantas informações contraditórias? É de se lamentar que a cada ano que passa esse tipo de páscoa preenche a mente do povo; distanciando-se mais e mais da verdadeira Páscoa.
      
      Nada contra os coelhinhos, nem contra o chocolate, tampouco denegrimos a imagem do comércio que se vale da oportunidade; mas o que necessitamos administrar é a ocasião da festa. É certo que na Bíblia, mais precisamente no Novo Testamento não se pede tal comemoração. A páscoa era comemorada no Antigo Testamento, sendo uma festa do povo hebreu, povo que mais tarde passou a ser chamado judeu; sendo este povo o berço do cristianismo donde se originou a páscoa. Convido você leitor (a) a ler na Bíblia no livro de Êxodo no capítulo 12.
      
      Assim como para o povo judeu, a páscoa é uma festa anual para comemoração do livramento dos seus ancestrais da escravidão do Egito; no Novo Testamento a páscoa passou a ter um sentido mais amplo, trata-se da ressurreição de Cristo. Pra dizer a verdade, a ressurreição de Cristo tem que ser comemorada todos os dias de nossa vida, não apenas num domingo, sendo ainda um dia incerto quanto à ressurreição, e acrescenta-se após dizerem que Jesus morreu de novo, e aí todo ano ressuscita. Nada contra, se escolhido um dia específico para realçar a mensagem da ressurreição de Cristo, visto não ser anunciada com freqüência. Mas o que importa é que Cristo ressuscitou e aí faz a diferença dos outros líderes das inúmeras religiões.
      
      Se Cristo permanecesse na tumba, à semelhança dos fundadores das grandes religiões universais, o Cristianismo genuíno não teria razão de ser. Seria um Cristianismo sem sentido, sem vida, sem esperança, sem poder. Se Jesus Cristo não ressuscitou, o Evangelho nunca seria “o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”; se não se levantasse de entre os mortos, jamais regeneraria a degenerada natureza adâmica; se não ressurgisse, ninguém alcançaria a vida eterna; se não revivesse, seriam baldados os esforços evangelísticos, inoperantes os discursos, improfícuas as orações e inútil a fé.
      
      A ressurreição corporal de Jesus é a pedra basilar da fé cristã, o evento mais estupendo e portentoso do Universo. Declarou alguém com propriedade: “Todo o drama lírico do Natal, toda a tragédia do Calvário, toda a epopéia das Missões seriam verdades escarnecedoras da alma humana, se não houvera Cristo ressuscitado”. Sim, Jesus ressuscitou; Jesus triunfou do pecado; Jesus venceu Satanás; Jesus quebrou os grilhões da morte. Aleluia! É esta a primordial mensagem da Páscoa. Deus te abençoe!